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outubro 5, 2014 postado por Li Kuvasz


Epilepsia e convulsão em cães

Epilepsia canina – Conheça os perigos e os cuidados necessários com cães que sofram de um quadro de epilepsia canina

Aprenda como lidar com cães que sejam portadores de epilepsia canina e compreenda como descobrir se seu cão é portador ou não de epilepsia

Infelizmente para nós proprietários de animais, nossos cães também estão sujeitos a desenvolver inúmeras doenças muito parecidas com as doenças que as pessoas desenvolvem. A epilepsia e a convulsão estão incluídas entre elas. A epilepsia canina e a convulsão, são muito comuns em cachorros e esta condição de saúde não precisa afetar a qualidade de vida de seu pet, você necessita apenas ficar mais atento com o manejo e aumentar os cuidados com seu amigão.

A epilepsia canina e a convulsão em cães são doenças que podem possuir causas e sintomas distintos, e também podem sofrer níveis variados. Portanto a epilepsia canina não afeta os cães da mesma forma ou mesmo na mesma intensidade.

Convulsão e Epilepsia em cães

Convulsão e Epilepsia em cães

O que é convulsão em cães?

Para entender melhor a epilepsia canina é importante compreende o que é a convulsão em cães. A Convulsão é um sintoma da epilepsia e é um problema neurológico que é desencadeado por neurônios com descargas elétricas alteradas, muito mais comum do que imaginamos, convulsões podem atingir cães de qualquer idade, raça ou sexo, sendo mais comum em algumas raças de cães.

As descargas elétricas fazem o cão ficar descontrolado, começando a salivar, o animal perde a coordenação motora, cai com as pernas esticadas e com tremores, pode urinar, defecar e se debater durante a crise.

As crises de convulsão podem ser:

  • Convulsão Leve: falta de concentração que pode evoluir para pequenos desmaios;
  • Convulsão Generalizada: quando o cão cai no chão e se debate violentamente.

 

O que é epilepsia em cães?

O que é epilepsia canina?

O que é epilepsia canina?

A epilepsia é uma desordem cerebral que faz com que o cão tenha reações físicas súbitas e descontroladas, incluindo contrações musculares involuntárias com ou sem perda de consciência. Isso às vezes pode ocorrer por razões desconhecidas, ou seja, a epilepsia pode ser classificada como epilepsia idiopática ou primária e epilepsia secundária. Um quadro de epilepsia é classificado como idiopático quando não se apresenta em decorrência residual de uma lesão e está provavelmente relacionada à alguma predisposição genética. Idiopático é um termo que significa que a própria epilepsia é a doença e não um sintoma decorrente de uma patologia. No entanto, a epilepsia idiopática é muitas vezes caracterizada por lesões estruturais do cérebro e curiosamente de maneira geral, tende a ser mais observada em cães machos e de raça pura, possivelmente devido a consanguinidade.

A epilepsia secundária ocorre devido a um substrato residual, ou seja, é adquirida em decorrência de algum trauma físico. Se a epilepsia em cães não for tratada, as crises podem se tornar mais graves e frequentes.

A epilepsia é a condição responsável pela grande maioria dos quadros de convulsões em cães. Pode ser muito confuso para as pessoas determinar se seu cão é epilético ou está apenas sofrendo de convulsão. Apenas o veterinário estará capacitado, após examinar seu cão para determinar qual a causa das convulsões. É importante esclarecermos que a convulsão pode ser classificada como o sintoma decorrente da epilepsia.

Quais as causas da epilepsia em cães?

Em linhas gerais podemos afirmar que a epilepsia em cães são quadros de convulsões que acometem os cachorros,  são causados por distúrbios cerebrais que podem ser tanto de origem genética, como adquirida.

Existem doenças que fazem com que o animal tenha convulsões, como no caso da hidrocefalia, podemos observar um exemplo característico de epilepsia canina adquirida; a hidrocefalia, pode ser adquirida como consequência de algumas doenças como a cinomose, ou ainda devido a traumatismos cranianos, tumores e intoxicações.

Geralmente a epilepsia é uma doença de origem hereditária, mas alguns fatores externos, como barulhos muito altos, fogos de artifício, uma queda ou trauma que afete a cabeça, até um envenenamento ou choques elétricos, também podem desencadear uma crise convulsiva que poderá evoluir ou não para a epilepsia. Infecções, problemas hepáticos, cardíacos e até renais também podem levar a uma convulsão. Para identificar se seu cachorro tem ou não epilepsia, o veterinário precisa obter toda informação do que ocorreu nos dias anteriores às crises, pois até uma intoxicação ou um grande stress pode levar seu cão a uma crise de convulsão. Caso não se consiga estabelecer a causa da epilepsia, ela será classificada como idiopática.

As raças caninas mais propensas à epilepsia idiopática incluem o Beagle, o Teckel, o Pastor Alemão, o Pastor Belga, o Keeshond,  o Vizsla, o Irish Wolfhound, o Bernese Mountain Dog, o Golden Retriever, o Labrador Retriever, e o Pastor de Shetland.

As características associadas à epilepsia genética geralmente se manifestam a partir de 10 meses até os 3 anos de idade, mas em geral a epilepsia tem sido relatada, próxima aos seis meses de idade

Quais são os sintomas e tipos de epilepsia em cães?

As crises epiléticas que acometem os cães, geralmente são divididas em 3 fases.

Quando elas se iniciam (fase pré ictal –  fase que antecede a convulsão), muitas vezes o cachorro pode apresentar uma fisionomia cansada ou atordoada, alguns animais podem tentar se esconder, outros podem tentar procurar conforto com seu dono, o cão experimenta um estado de apreensão, apresenta tremores, fixa o olho, tem contrações e enrijecimento das patas. Em alguns casos o cachorro passa somente por essa fase, neste caso o cão sofre de uma convulsão mais branda”.

Na segunda fase (fase ictal),  é quando o cachorro apresenta a convulsão propriamente dita. O cão cai no chão, perde a consciência, fica descontrolado, podendo urinar, defecar, e vocalizar. O cachorro fica “‘pedalando”, em decorrência das contrações musculares”, diferente das pessoas, os cães não enrolam a língua, em geral o cão irá cair de lado, torna-se rígido, em seguida, trava seu maxilar, saliva profusamente. Estas crises duram um período entre 30 e 90 segundos.

A terceira fase do ataque é quando o cachorro recupera a consciência e começa a se recompor. As etapas podem ter episódios com tempos variados que irão depender bastante da gravidade de cada caso.

Nem sempre é possível definir as etapas de um ataque epilético em cães, pois muitas vezes os ataques epiléticos ocorrem quando o cão está descansando ou dormindo, muitas vezes à noite ou no início da manhã. Além disso, em alguns casos, a convulsão é atípica, o cachorro pode apresentar um comportamento estranho, como latir de forma exagerada, lamber ou morder a si mesmo, olhar para o vazio, ou morder objetos invisíveis. Isto é chamado de epilepsia psicomotora e acredita-se que as convulsões se originam a partir de uma região fora do cérebro.

Então como podemos ver até agora, a epilepsia em cães pode se manifestar com diferentes intensidades, que podem apresentar desde pequenos espasmos com comportamentos anormais, até crises fortes de convulsão.

Por este motivo é muito importante após uma crise como às descritas neste artigo, você espere seu cachorro se acalmar após um ataque e leve-o imediatamente a um veterinário de confiança para realizar exames.

Geralmente, em cães mais novinhos a probabilidade de uma crise epiléptica ser mais grave é maior. Animais que apresentam uma primeira crise de epilepsia após os 2 anos de idade, tendem a responder muito positivamente à medicação. Após a crise de epilepsia os cachorros enfrentam um estado clinico de apreensão, conhecido como comportamento postictal, o animal pode demonstrar períodos de confusão e desorientação, vagando sem rumo, comportamento compulsivo, cegueira temporária, aumento da sede (polidipsia) e aumento do apetite (polifagia). A recuperação após a crise epilética pode ser imediata ou pode demorar até 24 horas.

Cães diagnosticados com epilepsia podem ter convulsões em intervalos regulares entre uma e quatro semanas. Esta classificação é particularmente comum em cães de raças grandes.

O que fazer diante de uma crise de epilepsia?

Epilepsia canina - O que fazer diante de uma crise de epilepsia?

Epilepsia canina – O que fazer diante de uma crise de epilepsia?

É uma situação muito difícil de enfrentar, ver o seu amigão ali se debatendo sem ter muito o que fazer, estas crises podem ser intensas, porém de curta duração, então o mais importante é tentar proteger o cão para que ele não se machuque enquanto se debate. Procure deixar pouca luz, evite que outras pessoas e animais se aproximem, no momento do ataque ele poderá nem reconhecer a sua família. Se estiver perto de escada, leve-o para outro lugar seguro, certifique-se de que a língua não esta obstruindo a passagem do ar pela laringe, mas tenha o cuidado de não ser mordido. Ele deverá ser levado ao veterinário para tentar identificar as possíveis causas da convulsão.

Como é feito o diagnóstico de um cão com epilepsia canina?

Os dois fatores mais importantes para o diagnóstico da epilepsia em cães, no caso da epilepsia idiopática é a idade de início e o padrão em que as crises se manifestam (tipo e frequência). Se seu cão tem mais de duas crises na primeira semana em que se iniciam os sintomas, o veterinário provavelmente irá considerar um diagnóstico diferente de epilepsia idiopática. Se as crises ocorrem quando o cão é mais jovem do que seis meses ou tem mais de cinco anos, a epilepsia pode ser considerada metabólica ou intracraniana (dentro do crânio) na origem; isso irá afastar a possibilidade de uma origem devido a hipoglicemia em cães mais velhos. As convulsões focais ou a presença de déficits neurológicos, entretanto, indicam que a epilepsia tem como origem uma doença intracraniana estrutural.

Como tratar um cachorro com epilepsia?

Cães diagnosticados com epilepsia, em geral devem receber um tratamento de suporte, incluindo medicamentos antiepiléticos e calmantes de acordo com a recomendação de seu veterinário. Também é importante estar ciente que a longo prazo alguns medicamentos anticonvulsivantes podem fazer com que seu cão desenvolva sobrepeso. Portanto, é importante controlar a alimentação de pacientes epiléticos de perto. Consulte o seu veterinário para elaborar com ele um plano de dieta, se necessário. Além disso, evite petiscos salgados principalmente se seu cachorro estiver sendo tratados com medicamentos a base de brometo de potássio, pois esta associação pode desencadear convulsões.

O tratamento para epilepsia é indicado quando a frequência das convulsões aumenta, pois embora estes medicamentos reduzam as crises, eles prejudicam muito o fígado, devido ao fato de serem metabolizados por ele. Se o cão realmente for diagnosticado como epilético, deverá ser feito um acompanhamento frequente para que ele venha a usar os medicamentos que, neste caso, geralmente são para a vida inteira. O veterinário terá que fazer uma dosagem e ir avaliando se as crises diminuíram, se a duração de cada crise foi reduzida e com base nestes resultados irá acertando a dosagem que é muito individual para cada quadro.

Nos casos em que as convulsões acontecem apenas em situações de stress, é conveniente que sejam receitados apenas alguns tipos de calmantes, quando se sabe que determinada situação de stress favorecerá a convulsão, geralmente na hora do banho, épocas de fogos, mudança de rotina e cio, deve-se utilizar dos benefícios de um bom calmante, evitando assim, uma possível convulsão.

Infelizmente não é sempre que podemos prever uma convulsão, principalmente quando se trata de um cão diagnosticado com epilepsia, apesar de indolor, a convulsão traz um desconforto imenso para quem assiste, os efeitos que ela pode causar, se você não estiver em casa, também podem ser terríveis para o animal.

É essencial monitorar os níveis terapêuticos dos medicamentos no sangue de seu pet.  Cães que recebem tratamento a base de fenobarbital, por exemplo, necessitam monitorar o sangue através de exames de sorologia e testes bioquímicos após o início da terapia, principalmente no período entre a segunda e quarta semana. Os níveis da droga no sangue, deverão ser reavaliados a cada 6 meses, para que possa se alterar os níveis séricos de acordo.

Acompanhe atentamente seu cão se ele for um animal idoso, principalmente se ele apresentar algum indício de insuficiência renal e estiver em tratamento a base de brometo de potássio; é muito natural a necessidade de uma mudança de dieta para estes cães, converse atentamente com seu veterinário sobre isso.

Existe uma maneira de prevenir a epilepsia em cães?

Epilepsia canina - Como tratar um cachorro com epilepsia?

Epilepsia canina – Como tratar um cachorro com epilepsia?

Infelizmente, por se tratar basicamente de uma condição que em geral ocorre em decorrência de uma deficiência genética, é improvável que você possa fazer algo para prevenir que seu cachorro seja epilético. Em casos de animais que apresentam epilepsia em decorrência de fatores externos, a vacinação e os cuidados básicos tanto com a saúde como com o manejo de seu cão podem protegê-lo de situações que possam vir a desencadear um quadro epilético resultante de fatores secundários. Não esqueça que se seu cão está em tratamento para epilepsia, não é recomendado que você suspenda o medicamento de forma abrupta, pois isso iria potencializar a incidência de novos ataques ou até mesmo torná-los mais graves.

Muitos animais que vivem sob tratamento para epilepsia conseguem viver uma vida bastante normal e vivem tanto tempo quanto qualquer outro cão, necessitando apenas de um pouco mais de atenção e cuidados de sua família.

 

Veja + Vídeo sobre epilepsia em cães

No vídeo, a proprietária de um cão que sofre de crises de convulsões, ensina como você pode fazer para acalmar seu pet em um momento como estes.

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