Comportamento
julho 2, 2015 postado por Blog do Cachorro


Cadelas castradas entram no cio?

Cadelas castradas têm cio?

Sim, cadelas castradas podem entrar no cio em raras circunstâncias. Uma cadela castrada entrar no cio, não é de fato uma ocorrência comum, mas pode acontecer! Fique atento se ocorrer sangramento após a castração e procure ajuda veterinária imediatamente, para investigar o que está acontecendo com sua cachorra.

Explicando de forma bem simplificada, cada um dos ovários é num “saquinho”. O ovário no caso de animais mais velhos e com sobrepeso, pode estar gorduroso, ou estar localizado em um lugar errado do corpo, etc.

Nestes casos, pequenos pedaços de tecido ovariano podem permanecer aderidos ao corpo após a cirurgia de ovário-histerectomia. Nestes casos, o tecido do ovário pode crescer novamente e responder aos sinais químicos do cérebro fazendo com que os hormônios entrem em atividade, provocando o estro.

Cadelas castradas entram no cio?

Cadelas castradas entram no cio?

Estro, cio ou ciclo estral, é o período da fase reprodutiva das cadelas, ou seja, é o período em que as cadelas apresentam sinais de receptividade sexual, que é seguida da ovulação.

Você deve estar se perguntando; como minha cadela castrada pode estar sangrando, se os ovários e o útero foram removidos?

De fato, como o útero foi removido, não existe maneira de ocorrer uma fertilização, no entanto, a vagina pode inchar e sangrar em resposta aos hormônios, simulando um cio.

Um ciclo estral também pode ser simulado por uma infecção vaginal ou da bexiga. Por isso é fundamental consultar seu veterinário para que ele examine sua cadela para se certificar através de exames se ela pode ter algum problema com relação a infecção ou se ela de fato pode estar com algum resquício de ovário remanescente após a cirurgia de  ovário-histerectomia.

Se você tem dúvidas em como funciona o cio da cadela, castração e outros assuntos relacionados a sua cachorra, confira os artigos abaixo.

 

Síndrome do Ovário Remanescente em Cadelas (SOR)

A  síndrome do ovário remanescente em cadelas não é uma ocorrência comum, mas pode acontecer!

Após a castração, algumas cadelas apresentam sintomas de cio como secreção vulvar com sangue, mudanças de comportamento e também provocam o interesse dos machos, como no caso de uma cadela não castrada que está entrando no cio. É neste momento, em que muitos proprietários de cadelas castradas, ficam confusos, já que suas cadelas foram submetidas a cirurgia de castração.

A esterilização cirúrgica de animais domésticos é considerada a séculos a opção de tratamento mais confiável para prevenir o cio, como método contraceptivo, e também para diminuir a incidência de tumores de mama e ovários.

O primeiro relato da síndrome do ovário remanescente em animais de estimação, foi descrita pelos pesquisadores Shemwell e Weed, nos anos 70. Eles realizaram um estudo fazendo a implantação de fragmentos da córtex de ovários no peritôneo (camada que reveste a parte interna do abdômen e órgãos abdominais) de um pequeno grupo de gatas, que já haviam sido submetidas a cirurgia de castração. Depois de quatro meses, eles observaram que duas gatas exibiram sinais de estro e outras duas apresentaram cistos ovarianos com atividade folicular. Portanto o estudo provou que, se for deixado um fragmento de ovário durante o procedimento de ovário-histerectomia, ou se acidentalmente um fragmento de tecido ovariano cair no abdômen, pode ocorrer a revascularização e o vário acaba se tornando novamente funcional. Um cadela que apresenta a síndrome do ovário remanescente (SRO), não corre nenhum risco de ficar grávida, no entanto este tecido ovariano remanescente pode afetar a qualidade de vida da cadela, pois além dos sintomas de cio, pode  promover o desenvolvimento de células tumorais. A síndrome do ovário remanescente é uma complicação mais comum em mulheres do que em cadelas ou gatas.

Cadelas castradas podem entrar no cio

Cadelas castradas podem entrar no cio

Como saber se minha cadela sofre de síndrome do ovário remanescente em cães

Como já explicamos anteriormente, a castração de fêmeas é a remoção cirúrgica do útero e ovários, que é chamada de ovário-histerectomia. Este tipo de cirurgia resulta na interrupção do estro (cio) e consequentemente de seus sintomas na fêmea. No entanto, eventualmente, após a realização de uma castração (ovário-histerectomia), algumas cadelas continuam a exibindo os sinais comportamentais e/ou físicos relacionados ao cio. Quando estes sintomas acontecem, existe a possibilidade de que algum tecido de ovário possa ter sido deixado dentro do abdômen da cadela. No caso do tecido ter se tornado funcional, ele continua a secretar hormônios, o que provoca sinais comportamentais e/ou físicos de cio na cadela castrada. Estes sintomas já podem ser percebidos dentro de poucos dias depois da cirurgia de castração, mas também podem demorar entre um e dois meses para serem percebidos.

Sintomas da síndrome do ovário remanescente

    • Inchaço da vulva;
    • Corrimento vaginal;
    • Atração de cães machos;
    • Interação passiva com cães machos;
    • Algumas fêmeas chegam a permitir que o macho acasale.

 

Causas da síndrome do ovário remanescente

    • A não remoção de ambos os ovários completamente durante a cirurgia;
    • A presença de tecido ovariano anormal;
    • Ovário supranumerário (número excessivo de ovários)

 

Cadelas castradas podem entrar no cio

Cadelas castradas podem entrar no cio

Diagnóstico da síndrome do ovário remanescente

É importante oferecer ao veterinário uma atualização completa a respeito do histórico veterinário de sua cadela, desde o início dos sintomas, para cruzar os dados de quando surgiram os sintomas e a data da castração de sua cadela. O histórico normalmente inclui, alterações de comportamento e sinais de cio que ocorreram após a castração, ou seja, a retirada dos ovários e do útero. Depois que você apresentar o histórico de saúde para ele, o veterinário deve realizar um exame físico completo. Provavelmente irá solicitar exames de laboratório para analisar o quadro mais a fundo. Estes exames incluem o hemograma completo, perfil bioquímico e exame de urina. Se o caso de sua cadela for realmente síndrome de ovário remanescente, é possível que todos os resultados estejam dentro dos níveis normais.

Existem alguns exames mais específicos que podem medir o nível hormonal da cadela, podendo mostrar como estão os níveis de estrogênio e progesterona. Um indicativo de SOR  são níveis mais altos do que seria de esperar em um cadela castrada. Um exame citológico vaginal também pode ajudar a determinar se a cadela está no cio. Outro exame que pode ser solicitado pelo veterinário, é o ultra-som, que pode ser útil para determinar se existem resíduos de tecido ovariano na cadela. No entanto, em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária para confirmar a presença de tecido ovariano remanescente. Se tecidos remanescentes forem encontrados no abdômen, a remoção desses tecidos residuais pode ser realizada através de uma cirurgia investigativa.

 

Tratamento da síndrome do ovário remanescente

Após o diagnóstico que confirme que sua cadela está com um tecido ovariano funcional, provocando cio, o veterinário provavelmente deverá propor uma segunda cirurgia para remover qualquer resquício de tecido ovariano.

Cadelas castradas podem entrar no cio

Cadelas castradas podem entrar no cio

Vida e Gestão

O prognóstico é muito bom, após a remoção de resíduos de tecidos de ovarianos remanescentes. Todos os sintomas anormais devem cessar após a cirurgia.

Cadelas submetidas a uma cirurgia de ovário-histerectomia ou a uma cirurgia para remover o tecido restante de ovário que ainda esteja funcional, terão que tomar analgésicos por alguns dias após a cirurgia. Antibióticos preventivos também costumam ser utilizados para evitar infecções. Nunca ofereça a sua cadela, medicamentos que não sejam prescritos especificamente para ela por um veterinário. Siga as orientações de alimentação que seu veterinário prescrever e não ofereça nenhum tipo de suplemento adicional sem consultá-lo. Os primeiros dias após a cirurgia podem ser mais delicados e em geral as fêmeas ficam um pouco sem apetite. Em dois ou 3 dias no máximo ela deve estar se alimentando de forma normal. É comum que uma fêmea que tenha passado por uma segunda cirurgia abdominal, fique menos disposta para subir escadas e pular.

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