Curiosidades
março 29, 2015 postado por Li Kuvasz


Anestesia em cães

Tipos de anestesias e tranquilizantes para cães

Tudo o que você precisa saber antes de submeter seu cachorro a uma cirurgia. Entenda melhor como é realizada a anestesia em cães e conheça as principais características das anestesias local e geral em cachorros.

O termo anestesia é utilizado quando o profissional capacitado aplica um fármaco que provoca ausência ou alívio da dor e outras sensações ao paciente que necessita realizar procedimentos médicos, como cirurgias ou exames diagnósticos, identificando e tratando eventuais alterações das funções vitais por um tempo determinado. No caso dos cachorros o profissional é o anestesiologista veterinário. Através da sedação ou da anestesia você proporcionará ao seu cachorro uma terapia para que ele seja tratado pelo veterinário sem que sinta dor.
Anestesiologia é uma especialidade médica que vem a cada dia ampliando suas áreas de atuação, englobando não só o período operatório, mas também os períodos pré e pós-operatórios. Apenas um profissional capacitado nesta área de atuação pode realizar o procedimento anestésico com segurança em seu cão.

Anestesia em cães

Anestesia em cães

Assim como nós estamos sujeitos a procedimentos médicos programados ou de emergência, em que existe a necessidade de utilização de anestesia, nossos cães também estão sujeitos.Pode ser para uma cirurgia programada de castração, limpeza de tártaro, ortopédica ou uma emergência, independente do motivo da intervenção cirúrgica, o seu pet terá que passar por um procedimento anestésico.

Existe a anestesia propriamente dita que é o procedimento adotado para que o animal não sinta nenhuma dor durante a cirurgia. Outra forma de sedação que pode ser utilizada em alguns procedimentos veterinários específicos é a tranquilização que pode ser realizada através de fármacos sedativos, para facilitar procedimentos diagnósticos. A utilização deste tipo de medicamento, oferece ao paciente apenas um efeito tranquilizante e não fará que seu animal chegue a perder os sentidos.

Em qualquer uma das intervenções deve-se avaliar a necessidade e o estado de saúde do pet. Primeiramente o veterinário deverá avaliar qual o tipo de intervenção ou manipulação será realizada. É fundamental que o proprietário informe ao veterinário sobre o temperamento de seu cachorro, se ele é dócil, bravo, calmo ou nervoso. Também será necessário traçar junto ao veterinário o perfil do estado clínico do cachorro a fim de garantir a segurança durante o procedimento. Informações como gravidez, obesidade, função cardíaca, idade ou com algum histórico agravante.

No caso de um cirurgia programada, todos os exames pré-operatórios devem ser feitos para avaliar o estado do cachorro. Com estes dados em mãos o anestesiologista fará a escolha da técnica e protocolo anestésico adequado, este procedimento também ajudará na recuperação dos efeitos da anestesia e ausência de dor no pós-operatório.

Medidas necessárias antes de submeter seu cachorro a um procedimento anestésico

Anestesia em cães

Anestesia em cães

Anestesia em cães

Lembre-se que sempre é importante fornecer ao veterinário um histórico completo dos problemas de saúde recentes e antigos de seu animal de estimação, este histórico ​​pode fornecer informações valiosas ao veterinário sobre a condição física do seu pet. Antes de um procedimento cirúrgico que envolve anestesia em cães, é fundamental ter uma informação bastante consistente a respeito da condição cardíaca e função pulmonar do cachorro, informações fundamentais antes de planejar um procedimento anestésico. O exame físico pode revelar anormalidades do coração ou pulmões que podem exigir uma avaliação mais aprofundada, como eletrocardiograma (ECG), radiografia de tórax, ou ultra-som do coração antes de se realizar a anestesia geral. Muitos fármacos anestésicos afetam o fluxo sanguíneo dos órgãos principais que podem ser inativados pelo fígado. Seu veterinário deve avaliar uma amostra de sangue para detectar se o cão tem anemia e um exame químico para checar a função renal e hepática antes de decidir qual técnica anestésica mais indicada.

Por que é realizada a pré-anestesia antes de um procedimento cirúrgico em animais de estimação? 

Anestesia em cães

Anestesia em cães

Anestesia em cães

Muitas técnicas anestésicas envolvem a administração de um sedativo ou tranquilizante antes do agente anestésico ser aplicado. Tranquilizantes e sedativos podem permitir uma menor administração de anestésico geral. A pré-anestesia é uma sedação que tem a intenção de acalmar seu animal de estimação, diminuíndo o estresse causado por um ambiente e pessoas desconhecidas. Animais excitados podem necessitar de doses mais elevadas de anestésico geral e o excesso de excitação pode predispor ao desenvolvimento de um ritmo cardíaco irregular (arritmia cardíaca). A utilização de uma sedação pré-anestésica também pode tornar a recuperação do pós anestésico nais tranquilia. Após a sedação pré-anestésica, um cateter intravenoso é colocado na veia ou, das patas da frente ou das patas traseiras, ou ocasionalmente no pescoço. Através do cateter o veterinário terá acesso imediato a corrente sanguínea do seu cãozinho para administrar fluidos e outras drogas durante a cirurgia. Para evitar que a vida dele corra risco de infecções bacterianas, é importante que a pele que cobre o local do cateter seja cortada e a pele seja limpa com um desinfetante cirúrgico.

Tranquilizantes – Anestesia em cães

Os tranquilizantes ou sedativos são utilizados em procedimentos radiológicos, manipulações ortopédicas, em situações que não se consiga conter o animal para qualquer tipo de procedimento. A tranquilização ou sedação é também utilizada em longas viagens quando o animal é muito nervoso. Lembre-se que você nunca deve sedar um animal sem antes passar por uma consulta veterinária. Apenas um profissional tem a capacitação para indicar a dosagem segura e avaliar se existe ou não a necessidade de administrar um sedativo em seu cachorro. Tenha em mente que mesmo que seu cachorro esteja tomando um sedativo leve, sempre pode existir risco de vida para um animal submetido a estes procedimentos sem a real necessidade.

Quais os tipos de anestesias e tranquilizantes para cães? – Anestesia em cães

O processo de anestesia em cães pode ser geral ou local, inalatória ou injetável.

Anestesia local – Anestesia em cães

A anestesia local é o bloqueio dos impulsos nervosos do local a ser operado, não levando o animal a sofrer perda da consciência. Pode ser administrada em forma de pomada ou spray. Existe também a possibilidade de administrar anestesia local por via espinhal, intravenosa e intra-articular.  Esse tipo de anestesia é mais utilizada em casos que não sejam de cirurgias muito invasivas, como por exemplo, a retirada de tumores, suturas na pele, remoção de unhas, etc.

Anestesia geral – Anestesia em cães

Durante a anestesia geral o cachorro tem a perda total da consciência, além de ter suprimido temporariamente a percepção total de dor, utilizada para castrações de fêmeas, remoção de órgãos, amputação de membros, etc.

Anestesia inalatória – Anestesia em cães

A anestesia inalatória é a mais segura, não é muito usada em pequenas clínicas devido ao preço e a necessidade da presença de um anestesista. Ela não precisa ser metabolizada para agir, ela faz efeito através da inalação do medicamento, o anestesista munido de equipamentos para controle do estado do animal tem total possibilidade de aumentar ou diminuir a anestesia em caso de alguma emergência. Como já dito anteriormente, o cão é entubado e através desta entubação é que se torna possível aumentar ou diminuir a quantidade da anestesia em poucos minutos conforme a evolução da cirurgia. Esta técnica cirúrgica é muito mais segura para o coração sendo escolhida principalmente para cães idosos, obesos, cardiopatas ou com algum histórico médico que indique a necessidade deste tipo de anestesia a fim de garantir segurança ao procedimento.

Por que a anestesia geral inalatória é a mais indicada para meu cachorro?

Anestesia em cães

Anestesia em cães

Anestesia em cães

Durante a anestesia geral inalatória, assim que o animal perde a consciência, um tubo de plástico flexível (tubo endotraqueal ou tubo ET) é inserido na traqueia e ligado a um aparelho de anestesia. O aparelho de anestesia é utilizado para liberar um anestésico inalatório administrado junto a oxigênio e outros gases. Muitas drogas anestésicas podem reprimir a respiração; por isso o tubo endotraqueal permite que o veterinário controle a respiração do pet, se for necessário. A perda de consciência que ocorre durante a anestesia é muitas vezes acompanhada por perda da capacidade de tosse. Em animais acordados, tosse e engasgos são reflexos de proteção que impedem que inalem o conteúdo do estômago ou outros materiais pelos pulmões. A inserção de um tubo endotraqueal evita a inalação do conteúdo gástrico para as vias aéreas e pulmões durante a anestesia.

Após a conclusão do processo cirúrgico, a concentração de anestésico é reduzida e a respiração do animal irá se recuperar lentamente junto com a consciência. Quando o animal recupera os seus reflexos de deglutição, o tubo endotraqueal é removido e o animal é monitorado até que esteja plenamente consciente.

Anestesia injetável – Anestesia em cães

A anestesia injetável pode ser aplicada por via intramuscular ou intravenosa, são as mais usadas devido ao custo, por não precisarem de aparelho específico, normalmente são aplicadas pelo próprio veterinário. Existem várias opções de medicamentos que devem ser avaliados de acordo com o estado do animal, idade, obesidade, problemas renais, hepáticos ou cardíacos, um anestesiologista será o melhor profissional para indicar o medicamento de acordo.

O anestésico é suspenso após o término da cirurgia e inicia-se o processo de recuperação da anestesia que poderá levar minutos ou horas dependendo do tipo do anestésico e condição do animal. Alguns podem ter um despertar agitado, alteração na pressão ou vômitos, por este motivo ele deverá ficar sob os cuidados do anestesiologista ou veterinário até que se diminuam os efeitos após a volta do estado de anestesia.

Em todas as situações que envolvem anestesia em cães, procure se informar sobre os riscos e qual o procedimento mais indicado. Lembre-se de fornecer o maior número de informações possíveis que possam ajudar o profissional a avaliar o que pode ser menos arriscado para seu pet. Outra dica importante é certificar-se                                                                                                                                                 de que a clínica dispõe de equipamentos de emergência, uma UTI, e esteja apta a agir diante de uma situação emergencial, afinal, assim como em humanos, a anestesia é um procedimento de risco, sendo inclusive necessária a assinatura pelo proprietário de um termo de ciência dos riscos.

Mitos e verdades sobre a anestesia em cães

Anestesia em cães

É natural imaginarmos que a anestesia geral representa para o corpo de seu mascote algo muito parecido com um sono relaxante. Mas na verdade a anestesia geral é para o organismo de deu pet, algo mais semelhante a um período de exercício muito extenuante. Animais jovens e saudáveis são, em geral, menos suscetíveis a sofrer os efeitos colaterais de um procedimento como este, pois são mais fortes, e podem tolerar com mais facilidade a depressão da função cardíaca causada pela anestesia geral. Os animais mais velhos ou debilitados têm menor tolerância para anestesia geral. Os animais mais velhos ou debilitados geralmente demoram mais para se recuperar da anestesia geral se comparados a um animal jovem.

O que você deve saber a respeito do pós anestésico em cães

Anestesia em cães

Anestesia em cães

Anestesia em cães

Depois da anestesia geral, os animais continuam suscetíveis aos efeitos das drogas anestésicas e alguns ficam sob efeito delas por dias.

Alguns cães chegam a apresentar alterações comportamentais por vários dias após serem submetidos a uma anestesia geral. Eles podem agir como se não reconhecessem ambientes familiares, pessoas ou outros animais. As alterações comportamentais após anestesia geral são extremamente comuns, mas felizmente elas desaparecem dentro de alguns dias. Não deixe crianças desacompanhadas junto a um animal que esteja se recuperando de uma anestesia geral, não importa se seu cachorro seja carinhoso, neste momento ele está sofrendo efeito de drogas que fazem com que ele não tenha percepção do que está acontecendo a sua volta. A temperatura do corpo também pode ser afetada durante o período de recuperação. Durante os primeiros dias após uma intervenção cirúrgica através de anestesia geral, recomenda-se que você mantenha seu cachorro em um ambiente aconchegante.

Quais os riscos da anestesia geral para meu cachorro?

Anestesia em cães

Independentemente da duração da anestesia, e de qual tipo de anestésico é administrado, sempre existem riscos para a vida de seu cachorro. Na verdade, estudos indicam que aproximadamente 1 em 100.000 animais vão apresentar algum tipo de reação a um agente anestésico. As reações podem variar desde leves alterações como já citado mais acima a reações mais graves, podendo até chegar a choque anafilático ou morte. Embora essas estatísticas pareçam alarmantes,o risco de seu cachorro sofrer algum problema fatal em um procedimento anestésico pode ser minimizado através de procedimentos bem simples:

  • Respeitar o Jejum por 12 horas antes da anestesia é muito importante para reduzir os riscos. Se o seu cão não fizer o jejum antes da anestesia, ele poder vomitar e, possivelmente, comida ou o líquido ser aspirado pelos pulmões, mesmo com a intubação. Isso pode resultar em uma condição chamada de pneumonia inalatória, que pode ser fatal.
  • Antes da anestesia verifique que o veterinário conheça muito bem todo o histórico de saúde de seu cachorro. Vacinação, estilo de vida, qualquer medicação que esteja tomando, etc
  • Faça todos os exame pré-cirúrgicos.

Quais são os exames recomendados antes de submeter meu cachorro a anestesia geral?

Anestesia em cães

  • Exames químicos para avaliar as condições do rim, fígado e pâncreas
  • Hemograma completo
  • Dosagem de eletrólitos para garantir que o seu cachorro não está desidratado ou se sofre de um desequilíbrio eletrolítico

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O que você deve saber antes de o animal ser anestesiadoTexto em Inglês

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